terça-feira, abril 04, 2006

De um amigo... por e-mail, um desabafo:

Estou numa fase muito "interessante" da minha carreira.
Por um lado, ganhei um prémio na Austrália com o espectáculo “O Palhaço Escultor”.
Por outro lado, sinto que em Portugal não tenho público para o meu trabalho.

Agora estou num dilema: qual deverá ser a direcção do meu trabalho?
Criar espectáculos para apresentar fora de Portugal, onde me dão valor, ou criar espectáculos para o público português e ficar a trabalhar para o boneco?
Para mim não ter público é um problema muito grave.
Como eu não recebo qualquer apoio do estado, o público é que me paga o ordenado com os bilhetes que compra; nem todos podem criar coisas sem pensar no eventual público que vão ter, pois é... porque eu não faço cinema português!

Depois de pensar no assunto, chego à conclusão que em Portugal deve haver umas 3000 pessoas que vão aos meus espectáculos num ano (estou a ser optimista, claro).

1500 em Lisboa
500 no Porto
500 em Coimbra
500 no resto do pais
(todas as estimativas por excesso)

Na Austrália tive mais do que isso num dia e ainda recebi um prémio.
Em Edimburgo tenho 400 a 500 pessoas por espectáculo, com um ou dois espectáculos por dia, durante três semanas e meia.

Por muito que goste de Portugal, estes dados dão que pensar.

Quando se aproxima uma temporada no Teatro da Trindade, ainda penso mais nisso.
Será que vai aparecer alguém?
Vou vender bilhetes que cheguem para pagar a sala???

Caso venda poucos bilhetes, posso concluir uma coisa:
O sonho acabou...em Portugal.

Ou então começo a fazer filmes, 1000 espectadores para um filme apoiado pelo estado em um milhão de euros é o normal.

Mas não, eu gosto de ter público, quero partilhar o meu trabalho com o mundo, não gosto de fazer coisas só para um pequeno grupo de amigos.

Por isso, agora é só esperar para ver qual é a adesão ao meu trabalho.

Desculpa o meu desabafo, mas cada vez que volto a Portugal, depois de passar tempo fora, acontece isto:
Venho cheio de vontade de fazer coisas, de desenvolver novos projectos, de partilhar o que aprendi, acima de tudo, regresso cheio de entusiasmo criativo.

Mas basta um dia….ler um jornal…..ver uns minutos de televisão (feita em Portugal)….
Olhar à minha volta e ver:
Um País que é um paraíso para a corrupção e os corruptos, onde o povo os apoia e até os elege para cargos públicos.
Um País onde o sistema jurídico simplesmente não funciona, mas onde o povo gosta de seguir as novelas legais.
Um País onde os chico-espertos são valorizados e os competentes desprezados.
Um País onde nunca ninguém é responsabilizado por aquilo que faz, porque isso é coisa dos outros.
Um País onde a esperança num futuro melhor é coisa do passado.

E todo esse entusiasmo desaparece.

Ainda por cima, quando fora deste país as coisas funcionam.

Mas mesmo assim, vou tentar mais uma vez.
Vou fazer uma nova temporada no Teatro da Trindade.
Será a ultima?
Não sei, mas como a venda de bilhetes está a decorrer, é o mais certo

Vou terminar com o que digo sempre que acabo um espectáculo de rua por esse mundo fora:
"My name is Pedro.
I am from Portugal.
This is what I do for a living,
I am a Street Performer, and my job is to make people smile."

Haverá em Portugal mercado de trabalho para quem somente quer fazer sorrir?

;)

sexta-feira, março 03, 2006

Eu sou do Norte

Texto de Miguel Esteves Cardoso

Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.

Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte.

Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.

Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.

As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.

Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo.

Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima.

Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?

domingo, janeiro 08, 2006

Lixo!

Não podia deixar isto passar em branco, participa!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Actualizações

Depois da anual limpeza dos links ao lado, parcialmente que a preguiça anda a rondar muito por estes lados, fui por a leitura em dia… que vergonha alguns blogs eu não lia à mais de 7 ou 8 meses. Não fui de deixar muitos comentários… sabem como sou, principalmente quando toda a gente já comentou e disse o que eu poderia dizer.


A Fionda está cada dia maior, já com os seus 25Kg pavoneia-se por todo o lado como se mandasse alguma coisa. A minha mãe atribuiu-lhe um sofá e ela respeita essa decisão com cara de agradecida, se bem que passa a maior parte do tempo esticada em frente á lareira…

Na próxima semana vou vacina-la contra a raiva para a poder registar, é pena que em Portugal ainda se vacinem animais e crianças contra doenças à anos e anos erradicadas, talvez porque alguém tenha o prazer de os ver sofrer… sei lá, há gente para tudo.
A seguir o registo como cão de guarda, protegendo-a de abate e processos judiciais caso se lembre de trincar alguém dentro da propriedade, e, mesmo assim, um seguro tal como todos os cães deviam ter.

domingo, janeiro 01, 2006

2006

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Preciso de uma Guilhermina

«Dava-me jeito ter agora a Gilhermina por perto a dar ordens a estes parasitas e a ajudar-me a educar o Duarte, que só sabe vestir calças a cair pelo rabo abaixo, usar franja de um lado ao outro a tapar a testa e a rosnar baixinho tipo cão raivoso.»

in "pessoas como nós" de Margarida Rebelo Pinto

sábado, dezembro 24, 2005

Os meus votos, são:


Que este Natal encha os vossos corações de amor, carinho e compreensão.

Que vos traga tudo o que tanto desejam.

Que o passem na companhia dos que mais amam

E que a felicidade inunde a vossa casa

X xx xx X Feliz Natal X xx xx X

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Sensações

Sabem aquela sensação de que pisaram merda e o cheiro persegue-nos durante horas?

Pois… é assim que me sinto.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

I'm alive...

I know it’s almost Christmas… but… I do agree with her:

"Wouldn't you just love to shoot the back end out of these bastard midget father christmases that are crawling macabrely ('nother new word?) up buildings all over the place at the moment? I hope the lame-ass who had the idea of miniature santa clauses hanging from buildings gets a good come-uppance one day. I mean, REALLY.

Take me to live in a field with a couple of trees and grass and stuff. It would be cold, but at least there wouldn't be any bad taste christmas crap everywhere."

by Vitriolica

sexta-feira, novembro 11, 2005

É temporário...

Até a minha vida ter alguma coisa nova e diferente... estes espaço estará oficialmente encerrado.

O regresso será para breve mas sem data prevista.

Beijinhos

sexta-feira, novembro 04, 2005

Trainspotting

"Choose life.
Choose a job.
Choose a career.
Choose a family.
Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers.
Choose good health, low cholesterol and dental insurance.
Choose fixed- interest mortgage repayments.
Choose a starter home.
Choose your friends.
Choose leisure wear and matching luggage.
Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.
Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning.
Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit- crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth.
Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future.
Choose life...

But why would I want to do a thing like that?

I chose not to choose life: I chose something else.

And the reasons? There are no reasons.

Who need reasons when you´ve got heroin?"

Carla, ty for reminding me.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Tabaco!

Destrói os pulmões, provoca doenças de tudo e mais alguma coisa e mata que se farta - na União Europeia morrem por ano mais de 1,2 milhões de pessoas em consequência do tabaco. Mais, entranha-se na roupa, que fica a cheirar a discoteca manhosa, e envenena os pobres coitados que apanham com o fumo. E como se o rol de desgraças não chegasse, os fumadores, ainda por cima «metem baixa» e faltam mais de 25 por cento do que os não-fumadores.

Notícias Magazine, parte inegrante do Jornal de Notícias de 16 Outubro de 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

O Estado da Nação

Existe um país onde um cidadão de 81 anos depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos de molho decide candidatar-se novamente para salvar o país de um fantasma, passando por cima de um amigo de longa data.

Existe um país onde três candidatos autárquicos com fortes probabilidades de vencer estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata a candidata com mandato de prisão emitido e foragida no Brasil, tem toda a cidade a aguarda-la tal qual D.Sebastião.

Existe um país onde o único escritor galardoado com o prémio nobel da Literatura vive no país vizinho.

Existe um país de onde é oriundo aquele que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, cujo seleccionador nacional é estrangeiro.

Existe um país onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos.

Existe um país onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentes de dois guarda-redes da mesma nacionalidade nos respectivos clubes.

Existe um país onde o nome da mascote do principal evento desportivo alguma vez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto.

Existe um país onde há 10 estádios novos em folha mas não temos sequer 5 hospitais dignos do nome.

Existe um país onde os polícias são os únicos que andam sem cinto (eles não têm acidentes?)

Existe um país onde os pedófilos ricos não são criminosos mas os pedófilos pobres são o "lixo da sociedade"

Existe um país onde há pessoas que não têm dinheiro para gastar no dentista mas andam de Audi e Mercedes.

Esse país estranho é o meu país.

(Recebido por e-mail)

sábado, outubro 01, 2005

Nostalgia Canina e Outros

Eu peso 53Kg, com a Fionda ao colo passam a ser 75Kg... a minha "meio-quilo" pesa agora 22Kg!!!
Quando revejo as fotos dela bem pequenina com os irmãos as semelhanças são nenhumas, nem a cor... olho para ela tão grande e não mudou nada, continua a ser a minha caozinha, bicharoca, meio-quilo... ultimamente o nome mais usado é mesmo lontrinha.

A custa do WoW acabei por travar conhecimento com pessoas de toda a Europa, as conversas são cada vez mais, a confiança aumenta e passa-se para o MSN... o resultado foi já ter enviado uma garrafa do nosso bem vinho português para um Holandês que pensa ter provado de tudo.
Escolhi um bom vinho do Douro, um tinto maduro "Jóia de Família", este vinho acompanhou o lançamento do livro da Agustina Bessa Luís, com o mesmo nome. Como não sou apreciadora fiquei-me pelas opiniões dos entendidos sobre o vinho e li o livro, ela consegue descrever as pessoas do Douro Interior de uma maneira fabulosa, é fechar os olhos e imaginar-me novamente com 10 ou 11 anos a correr pela Quinta fora enquanto as pessoas trabalhavam, o cheiro da terra, as conversas, os gestos… tudo isto com a minha mãe a rogar-me meia dúzia de pragas por andar a distrair quem trabalha.

Fiquei muito contente por saber do regresso da Mãe Galinha e das suas Pintainhas, já não era sem tempo.

A Maria Papoila continua a com opiniões bastante sóbrias e com as quais só me resta concordar com um sorriso de orgulho por ver uma mulher sem papas na língua quando o objectivo é dizer o que pensa.

Até á próxima que será brevemente com toda a certeza.

terça-feira, setembro 20, 2005

?????

Socorro… eu só quero que me digam que vi mal, tipo ilusão óptica.

De onde saiu esta "1ª Companhia"??????

Big Brother, volta que estás perdoado!

segunda-feira, setembro 12, 2005

Era uma vez um frango

Nunca se deve deixar comida à “boca” de semear… mesmo quando se pensa que está fora do alcance do canino de trazer por casa.

O jantar foi frango assado no forno, estava uma delicia… como era grande sobrou metade assim como algumas batatas assadas. O Sr. Frango pernoitou em cima do fogão (estava quente demais para o frigorifico) e só de manha o transladei para um recipiente mais apropriado ao frigorífico. Pois… mas o recipiente ficou mesmo ao lado do fogão, em cima de um pano, onde uma focinhito chegou e … *ploft*, frango no chão e uma cachorra cheia de curiosidade para saber a que sabia.
Comeu tudo e a zona onde deverá ter caído o frango ficou limpíssima, a taça onde estava parecia que tinha saído da máquina de lavar louça… excepto o sítio onde ela vomitou tudo o que comeu. Era demasiada comida para um estômago tão pequeno, foi o pecado da gula… ficou de castigo o resto do dia.

sexta-feira, setembro 09, 2005

A Bigger Bang

Os velhos senhores do rock lançaram mais um álbum, quando se pensa que a reforma é o único caminho possível eles aparecem com novos projectos no andamento a que sempre nos habituaram – A Bigger Bang – já está à venda.



Tenho-me ficado pelos mp3 e aguardo que o preço do álbum desça… se bem que os preços destes senhores do rock não costumam ficar mais simpáticos com a idade. Aguarda-se nova passagem por Portugal durante o próximo ano.

Ontem resolvi ver um filme que andava encostado á algum tempo, até já tinha pó de tanto tempo que passou em cima do leitor de DVD, Constantine. Está engraçado, com uns efeitos especiais fabulosos, o desempenho de Keanu Reeves é o de sempre um actor que sabe vestir a roupa que lhe dão.

À duas semanas atrás fui ver "A Ilha", um filme com um peso muito grande, deixa no ar as perguntas "Até onde estamos informados dos verdadeiros avanços da ciência?", "Até onde somos capazes de ir para descobrirmos mais qualquer coisa?", "O dinheiro paga a dignidade humana?"… "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley de 1931 é o que me ocorre.

terça-feira, setembro 06, 2005

Shame on me!

Que vergonha… tanto tempo sem dizer nada.

A minha vidinha continua cada vez mais na mesma, começo a sentir alguma falta de motivação mas a vida continua.

Por vezes lembro-me de coisas que podia colocar aqui sobre situações com que me deparo mas acabo por me entreter com outras coisas e lá se vai a oportunidade.

As noticias sobre os incêndios em Portugal têm me deixado muito incomodada, o sentimento de impotência é revoltante. Incrível, como um país tão pequeno como o nosso é tão difícil de governar.

A campanha eleitoral soma e segue, aguarda-se ler pelas ruas do Porto, bem ao lado do slogan “Este rio não pode parar”, qualquer coisa como “Vamos por este rio a andar!”.

Vou regressar à minha pacata vida e prometo manter-me mais assídua.

terça-feira, julho 05, 2005

Águas Passadas

A notícia decepcionante é que não consegui o emprego, ligaram hoje de manha a dizer que eu seria a primeira escolha deles se fosse de mais perto, a casa dos meus pais ainda fica a 30 Km de Vila Real… melhores oportunidades virão.

No sábado fomos a Leça do Balio ver mais uma prova do Campeonato Nacional de Mondioring, já chegamos tarde mas ainda deu para ver alguma coisa, tiramos algumas fotos que resolvemos colocar no Flickr (obrigado Borboleta pela sugestão).

Comprei dois livros sobre Boxers, ambos com o mesmo nome “O Boxer” mas de autores diferentes, um de Joel Dehasse e o outro de Johanna Thiel. Uma coisa que suspeito é que a Fionda esteja com um pouco de crise de identidade, talvez tenha vindo um pouco cedo demais para junto de nós e tenha confundido as coisas… ela simplesmente não tem qualquer tipo de reacção quando vê outro cão ou a imagem dela reflectida mas em contrapartida tenta ter os mesmos direitos que qualquer outra pessoa, acesso livre dentro de casa (ela no WC é uma chata… adora lamber o lavatório), subir para a cama ou sofá sem autorização, isto sem contar que só se sente segura e confortável junto de pessoas… deixa-me sempre envergonhada quando temos visitas cá em casa (o que acontece com frequência, moro com uma irmã solteira), não lhes dá descanso
Espero que mal tenha autorização do veterinário para ir à rua com ela esta excitação com outras pessoas passe, leva-la ao café ao colo é impossível são 9 kg muito irrequietos.

quinta-feira, junho 30, 2005

Só coisas boas

Ontem foi um dia muito importante, por dois motivos, o primeiro foi mais um passo dado pela Associação Doulas de Portugal (muitos parabéns às intervenientes) o outro foi a minha entrevista de emprego que correu muito bem.

Na segunda depois de jantar rumei a casa dos meus pais para poder descansar melhor, a entrevista era no dia seguinte, o ambiente familiar deixa-me mais relaxada e confiante… ir para lá de véspera foi a melhor coisa que fiz.
Durante a entrevista foi-me apresentada uma empresa multinacional com sólidas bases e pertencente a um grande grupo, o ordenado é convidativo… o único senão é ser longe, longe do Porto e longe de casa dos meus pais (apesar de ficar mais perto). Ficaram de me ligar até ao início da próxima semana para marcação de uma segunda entrevista ou não…

Os pais passam anos a arrastarem os filhos para férias enfadonhas, sempre no mesmo sitio… agora que uma pessoa cresce, passa a ter noção do quanto a família é importante, queremos passar mais tempo com a família… eles vão de férias para sítios interessantíssimos, lindos, fabulosos e não levam os filhos. Não está certo! Isto de os meus pais irem de férias sem mim tem de acabar.

O dia de hoje também é importante, mas por outros motivos, uma amiga minha entrou em trabalho de parto, aguardo noticias fresquinhas a qualquer momento, e soube que uma outra está à espera de bebé, quem disse que a taxa de natalidade em Portugal estava a diminuir anda de certeza a fazer mal as contas.

A Fionda faz hoje 3 meses, está enorme… bem, está mais pesada que enorme. Por passar todo o tempo com ela não tenho noção do crescimento, noto pela necessidade que tivemos em comprar outra cama, a coleira que está quase no máximo da abertura... e já mal me caber no colo. Mas está linda, umas vezes mais meiga outras mais brincalhona, não tenho duvidas que fiz muito bem em ter escolhido esta cachorra.