quinta-feira, abril 24, 2008

Sobre Educação

(...)"A tarefa de educar, que “não é difícil”, obedece a três regras: dar colo o mais possível, o que pode implicar ter de o pedir, definir um q.b. de autoridade e dar autonomia aos filhos, já que não se deve fazer por eles aquilo que são capazes de fazer sozinhos.

A autoridade é fulcral para o desenvolvimento das crianças, embora muitos pais tenham receio de dizer “não” com medo de as traumatizar. Eduardo Sá assegura que a ausência desta palavra “é derrapante, uma vez que as crianças começam por se sentir príncipes e rapidamente se tornam em tiranos”. Segundo este psicólogo, o receio dos pais em contrariar os filhos tem que ver com a forma autoritária como foram educados. No entanto, dizer que “não” tem de fazer parte da educação e fazê-lo não implica ter de explicar a negação até à exaustão “porque isso transparece para as crianças a sensação de dúvida e os miúdos sabem sempre o porquê de não poderem fazer algo, desde que tenham bons exemplos”."(...)


Retirado de uma palestra dada pelo Psicólogo e Escritor Eduardo Sá, publicada aqui - Blog Planeamento de uma Gravidez

É por estas e por outras que gosto muito deste senhor!

quarta-feira, abril 23, 2008

Sê Muito Bem Vinda Luísa!!!

Uma pessoa envolve-se e depois fica de coração apertadinho, mas que passa com a excelente noticia de mais um nascimento.

Não podia deixar passar em branco o nascimento da Luísa, apesar de ter começado a acompanhar a gravidez da mãe Cristina à muito pouco tempo, uma coincidência grande acabou por me prender e ficar deste lado a torcer para que tudo corresse da melhor maneira possível a uma família que nunca vi mas que passou a ser especial.

A Luísa nasceu e uma família ganhou mais um membro, que a felicidade transborde e inunde aquela casa para sempre!!!

Carla, agora é a tua vez… e talvez me faças ir novamente a Lisboa.

terça-feira, abril 22, 2008

Dia Mundial da Terra

Sei que a imagem é "publicitária" a um site, mas sempre achei imensa piada às alterações que a Google faz ao seu próprio logótipo para marcar datas importantes, esta é uma delas que eles não deixaram em branco e que eu também não :))

É da nossa responsabilidade cuidar deste nosso planeta que nos recebeu e mantém, reciclar é cada vez mais fácil e a quantidade de materiais que podem actualmente ser reciclados e/ou reutilizados é cada vez maior, compete-nos a nós procurar informação e agir de acordo com ela.
Usar mais os transportes públicos, andar mais a pé, educar as nossas crianças a respeitarem igualmente o planeta, reciclar e reutilizar podem ser algumas das medidas que estão ao nosso alcance para fazermos a diferença, não esquecer de manter jardins com plantas e não sucumbir à preguiça de tratar dele substituindo-o por cimento.

Iniciativa levada a cargo da Quercus a Ecotour 2007 é a 2ª edição de um projecto inovador que visa a divulgação e a sensibilização da comunidade escolar e do público em geral para os temas seguintes:

- Mobilidade Sustentável
- Poupança Energética
- Energias Renováveis

No Distrito do Porto o calendário de actividades é o seguinte:

Dia 22 de Abril
11h Ribeira Porto
16h Parque Biológico de Gaia

Dia 23 de Abril
Escola EB 2/3 de Augusto Gil

Dia 24 de Abril
Auditório da Toyota em Gaia

Começou hoje a iniciativa para a reciclagem de rolhas, comece a juntar as suas!!!

"A partir de dia 22 de Abril (Dia da Terra) será iniciada a recolha nos restaurantes.

No Dia 5 de Junho (Dia Mundial do Ambiente) já poderá colocar as suas rolhas nos "Rolhinhas" dos Hipermercados Continente. Posteriormente iremos alargar a outros locais."

Informaçao retirada da Earth Comdominium, Programa Green Cork

Prendas

Na altura esqueci-me de contar que prendas de aniversario recebi, uma delas bem engraçada, o SingStars… até ao momento não houve queixas dos vizinhos mas não vai demorar. Obviamente esta foi a do marido, ele não canta lá muito bem mas não há nada que o treino não ajude… espero eu. O meu pai já nem com treino lá vai, mas sem dúvida uma boa maneira de passar um serão. Principalmente a prenda final, poder ouvir o que foi cantado… sem música, muito doloroso.

Outras prendas, desta vez escolhidas por mim, foram as conchas de amamentação, não dão muito jeito para ir à rua, mas sem dúvida são menos agressivas para a pele do que os discos, as minhas não são as da imagem, depois de ter procurado muito não encontrei estas da Avent que têm mais furinhos, tive de me contentar com as da Chicco, esta prenda foi a da minha sogra, juntamente com o colchão da caminha do potinho que ainda não fui buscar.

Os meus pais dividiram-se, o meu pai pagou o almoço de aniversário, carote demais para o meu gosto, mas muito saboroso. Junto à doca de Leixões existe uma serie de restaurantes sempre com peixe fresquinho, eu sou doida por peixe e aproveitei para tirar a barriga de misérias de sardinha, sim, sei que não é a altura delas mas eles tinham congeladas, gordas… tão boas!!! A minha mãe comprou a caminha para o meu potinho, verifiquei se estava conforme todas as normas de segurança e parece-me ser bastante resistente, deve dar bem até aos 3 anitos.

segunda-feira, abril 21, 2008

Time is up!



Estes tickets e marcadores deviam ir até às 42 semanas no mínimo, isto deve dar cabo dos nervos da pessoa mais calma, ver o tempo a terminar e nada de nascimento.
A lua cheia veio e foi-se, consegui sobreviver a esta, vamos lá ver quanto tempo mais este estado de graça se mantém. Tenho andado, não tanto quanto poderia mas tenho feito por isso, lá vou arrastando o marido que tem o rabo colado à cadeira do computador. Banhos quentinhos de imersão (30 minutos mínimo) ou o antigo “escalda-pés” são também recomendáveis para dar um empurrãozinho, eu uso óleo essencial de Alfazema e nao o de Hortela-Pimenta, nesta altura recomenda-se o relaxamento, obvio que a "revitalizaçao" do óleo de Hortela-Pimenta também pode ser bom depois de um dia cansativo.

Os meus pais estiveram cá em casa este fim-de-semana, nada melhor que o mimo da mãe para acalmar a alma, e aquela ajuda preciosa a passar a roupa a ferro que já começava a amontoar-se, cada vez é mais difícil ficar de pé longos períodos de tempo. No fim-de-semana de à 15 dias atrás tive direito a um jantar especial, o marido tinha ido ao dentista e chegou tarde, o meu cunhado tinha aulas e também chegou tarde, o namorado da minha irmã mais nova só ia aparecer para irmos tomar café. Então foi um jantar a 5 como já não acontecia à muitos anos, os meus pais, eu e as minhas duas manas, soube mesmo bem ver o quanto ainda nos conhecemos e damos bem. Ontem foi o almoço que foi igualmente agradável, normalmente ao domingo junta-se sempre muita gente da família, tias e primas e … demasiada gente, ontem éramos só os 8 do costume, os meus pais, as filhas, 2 genros e um aprendiz de genro. Não devíamos era comer fora, é sempre uma vergonha, falamos alto, brincamos, resmungamos… fazemos cada figurinha que só visto.

sexta-feira, abril 18, 2008

Orgasmic Birth

Depois ainda há gente que diz que não gosta e que doí... não podia deixar de partilhar esta beleza de vídeo.
Que tal?

"Sempre achei estranho o facto de, como mulheres grávidas, passarmos mais tempo a preparar o quarto do bebé do que o nosso corpo."
In: "Método para um parto suave" de Drª Gowri Motha

quinta-feira, abril 17, 2008

Dia da Natalidade


Petiçao para o Dia da Natalidade (e da Grávida) - 09/09/2009

Evento iniciado pela Barrigas de Amor

quarta-feira, abril 16, 2008

Descoberta tardia...

Descobri numa rua paralela um gabinete de estética que está com uma promoçao desde o inicio do ano "Massagem corpo inteiro - 1 hora" ao preço de 20€!

ISTO NAO SE FAZ A UMA GRAVIDA!!!!

Só de pensar que podia ter usado prai uma ou duas vezes por mês por puro mimo a mim própria, felizmente nao tive dores de costas (muita ginástica Pilates), mas seja como for tinha-me sabido taaaaoooo bem!!!!!

Obvio que já marquei hora para amanha, nao ia deixar passar.

Plano de Parto

Por mais que goste de surpresas, há algumas alturas da minha vida em que eu as dispenso, o nascimento do meu filho é uma dessas alturas.

Quer pela minha integridade física ou por saber o que é melhor para o meu filho decidi fazer um Plano de Parto. Este documento foi previamente enviado para os Membros do Conselho de Administração do Hospital, para o Director do Serviço de Genecologia e Obstetrícia e mais duas cópias irão acompanhar-me de forma a não haver hipótese de que digam que não tinham conhecimento. Obviamente tentei falar dele à minha médica que se justificou de uma maneira bastante correcta “Eu só faço consultas e esses procedimentos são na sua maioria feitos pelas enfermeiras, o melhor é mesmo falares com elas”, e assim fiz. Tentei falar dele com a enfermeira que nos fez a visita guiada ao Serviço de Urgência de Obstetrícia, que me despachou para a ranhosa que dá as aulas de preparação para o parto, e que acha que eu sou um alien, nunca teve tempo, a conversa com as colegas e os lanchinhos são muito mais importantes. Restou-me a Enf. Lurdes que teve uma pachorra comigo que não lembra ninguém. E a conclusão a que cheguei no final é que esta coisa da Humanização do Parto nos Hospitais é muito bonita mas (sim tem um enorme “mas”) não muda as mentalidades, da mesma forma que umas enfermeiras estão mais orientadas para os cuidados ao parto natural há outras que não, e vai depender mesmo de quem estiver de plantão no dia em que der entrada. Claro que isto não sossega ninguém e não estou com a mínima vontade para me andar a “defender” em pleno Trabalho de Parto, quero é mesmo que me deixem em paz, por isso tive de falar com a minha Doula sobre tudo isto. Para ela não foi novidade, mas o facto de ela ter conhecimento dos procedimentos internos do Serviços de Obstétrica já me deixa mais descansada. Vai ser ela que vai estar do meu lado em casa e depois no Hospital durante o Trabalho de Parto, existe a hipótese de haver uma troca durante todo o processo e na altura da expulsão vai entrar o pai, não que me faça muita falta na altura mas o filho também é dele.

Não estou de forma alguma a descriminar a presença do pai durante o Trabalho de Parto, mas o envolvimento emocional com a situação pode comprometer a lucidez dele e eu preciso ter do meu lado alguém mais consciente e “neutro”, que faça defender os meus direitos sempre que necessário. É que o pessoal médico têm sempre todos muita pressa, não os culpo, quanto mais depressa terminar tudo mais depressa termina o “meu sofrimento” e eles podem dar atenção a outras coisas que não me interessam nem um pouco, mas eu não tenho pressa e o sofrimento do parto é coisa que só a mim diz respeito, não, não gosto de sofrer, só não acho é que seja uma dor má, não é doença nem ferimento que dói, é o meu corpo a alterar-se para fazer o meu filho nascer, não me mete medo nem tenciono lutar contra ela, acho que a entrega é até a melhor solução. Deixar o corpo falar mais alto e dizer o que fazer, a evolução preparou-nos para isso durante anos, eu confio em mim e na minha capacidade natural de parir.

PS – se alguém estiver interessado em receber uma cópia do Plano de Parto tenho todo o gosto em disponibiliza-lo.

segunda-feira, abril 14, 2008

39 Semanas

E lá fui eu para a última consulta, se tiver de lá voltar com o potinho no forno será lá para as 42 semanas... rendida à indução.

A minha mãe diz que a próxima lua cheia vai tratar disso, será no dia 20 (domingo). Será que me vai fazer a vontade e nascer num fim-de-semana? Já agora pode ser durante a noite? Pode?

A médica até o e-mail dela me deu para que lhe contasse as novidades mal as houvesse, acho que ficou um pouquinho de curiosidade sobre esta utente meio louca que recusava tudo que era medicação e exames e a enchia de Estudos Médicos para justificar as opções que fui tomando ao longo da gravidez.

Resumo da coisa, CTG normal (nenhumas contracções), colo fechado e alto, urina OK e uma chamada de atenção pela enfermeira em relação ao meu peso, desde o inicio da gravidez já engordei 14Kg, segundo os cálculos com a minha massa corporal/altura/idade posso engordar até 16Kg mas não convinha... A amamentação é boa para emagrecer mas não faz milagres.

sexta-feira, abril 11, 2008

Não tenho pressa

Todos os mamíferos têm um tempo de gestação, lembro-me bem do dia marcado no calendário da cozinha com uma rodela a vermelho a dizer “coelha”, era o dia em que a minha mãe tinha colocado o coelho com a coelha, a partir dali bastava contar os dias, aproximadamente 30, e sabia-se com alguma exactidão quando iríamos ter mais coelhitos. Na semana anterior já era ver a coelha a juntar pelo num dos cantos da casota para receber os novos habitantes. A minha Fionda, se algum dia tiver crias terá um tempo de gestação de aproximadamente 60 dias a contar do dia de fecundação (mais tempos de gestação).

O tempo de gestação de um humano é de 266 dias, porque é que me vou preocupar antes de os atingir? Ou aceitar o “descolar das membranas” às 38 semanas (254 dias)? Ou uma indução? Será que o meu filho não pode nascer quando estiver realmente pronto? Porque motivo serei eu diferente das outras espécies que habitam este nosso planeta e que passaram por tantos anos de evolução, tal como eu? Está a evolução errada?

Nunca me senti tão mulher, tão completa… sentir este bebé pequenino a mover-se dentro de mim, no lugar mais seguro que lhe vou conseguir dar. Sentir a força que os seus pezinhos minúsculos fazem na minha barriga, imaginar que movimentos ele estará a fazer com as mãos quando vejo o meu baixo-ventre a reclamar pela pressão suave. Esperar por ele é uma espera que não me custa nada, sempre fui muito impaciente, das que chega antes da hora e depois apanha uma seca descomunal porque toda a gente chega atrasado… e lá reclamava eu. Esperar que o meu filho nasça é um orgulho, respeitar a hora dele, respeitar o meu corpo que só nessa altura vai estar igualmente pronto para o ajudar a nascer, porque sei que é o melhor para o meu filho.

Meu filho, pelo amor que te tenho respeito-te! Tens aqui um pai e uma mãe que esperam curiosos por te conhecer melhor, já sabemos que não gostas de dormir para o lado direito, que tens fome de 2 em 2 horas e que acordas bem cedo, resta agora saber se tens cabelo liso como o teu irmão ou com caracóis como eu e o teu pai tínhamos quando éramos bebés, se vais ter olhos claros como a família do teu pai ou escuros como a minha família… mas quero que saibas que sejas lá como fores te amamos com aquele amor incondicional que só um pai e uma mãe tem pelo seu filho.

Nota final – As tias dizem que não te falam se fores benfiquista, mas com a família que tens… é pouco provável :)

quinta-feira, abril 10, 2008

Eco Fraldas


Depois de um telefonema para a Loja Mama Natura em Coimbra recebi este fabuloso e-mail com as informaçoes que me faltava. Já tenho algumas fraldas de pano (normais) e umas outras da marca Bambino Mio que me foram emprestada pela minha Doula:

"As fraldas Bambino Mio estão a ser cada vez mais recomendadas não só por quem se preocupa com o ambiente (Quercus,...), mas também por quem se preocupa com o bebé (maternidades, centros de preparação para o parto,...), tal como o pano porta-bebés. E, felizmente, as pessoas estão a aderir cada vez mais.
O que é certo é que as fraldas descartáveis normais demoram cerca de 500 anos a decompor-se e, entretanto, vamos enchendo o planeta de lixo e comprometendo o futuro dos nossos filhos... :(

As fraldas Bambino Mio funcionam assim:
Têm 1 "folhinha de papel", o revestimento, que impede o xixi de estar em contacto com o rabinho do bebé e que se pode deitar na sanita com os cocós (é biodegradável). O revestimento vende-se em rolos de 200 folhas e custa €12,60.
A fralda de algodão pré-dobrada tem uma zona de absorção reforçada e os pequenos canais que têm na sua estrutura de tecelagem fazem com que o xixi passe para trás, para junto da borracha da capa da fralda. A grande diferença entre estas fraldas de algodão e as fraldas de pano tradicionais é que estas não ensopam.

O revestimento troca-se a cada muda de fralda e a fralda de algodão também se muda sempre. A capa de fralda muda-se quando estiver suja (normalmente, a cada 4 ou 5 mudas de fralda).
Eu aconselho sempre as pessoas a porem a fralda debaixo da torneira assim que a tiram e passar com sabão azul e branco, antes de as colocarem no balde/bacia das fraldas - uma especie de pré-lavagem - e de 15 em 15 dias colocarem uma colherzinha de esterilizador para que as fraldas fiquem + branquinhas e esterilizadas.

Em termos de quantidades, a marca aconselha 2 starter packs. Eu tenho vendido 1starter pack+2 capas+1 pack de fraldas de algodão e as pessoas têm-se dado bem. É uma questão de as pessoas verem se preferem ter mais fraldas para estar mais à vontade ou se menos fraldas será suficiente.
O que não aconselho: a apostar muito no tamanho Recém-Nascido, a menos que se trate de um bebé muito abaixo dos 3,5Kgs. Normalmente, o Tamanho Pequeno das capas Bambino Mio ajusta-se perfeitamente, desde o nascimento até +/-aos 6 meses.

Investimento inicial:
2 starter packs P (ou 1 peq e 1 r/n) (24 fraldas de algodão e 6 capas) + revestimento = €192,60
1 starter pack + 1 pack fraldas de algodão Tam.1 + 2 Capas Brancas S (20 fraldas de algodão e 5 capas) + Revestimento = €161,50

A única coisa que é preciso ir comprando é o revestimento e

Aos 5/6 meses:
aconselho a comprar 3 capas tamanho M (€14,2x3), e 1 Pack de fraldas de algodão tamanho 2 (€30), porque eles começam a fazer muito xixi de cada vez.

Entretanto, convém começar a levar o bebé ao bacio, principalmente quando acorda e antes de dormir, para que ele comece a ter uma rotina.

Por volta dos 12 meses:
aconselho a comprar 3 capas tamanho L (€14,20x3).

Um dia destes a mãe de um bebé de 3 meses veio comprar o 5º rolo de revestimento e disse-me que, se usasse fraldas descartáveis, já teria gasto 800, em apenas 3 meses!

Em termos logísticos, convém ter 1 balde/bacia na casa de banho, uma bolsa para as fraldas lavadas e uma outra, impermeável, para ter na mochila e pôr as fraldas usadas. 1x por dia, faz-se uma máquina de roupa, que pode ser a baixas temperaturas, uma vez que existe o esterilizador. É simples!

Quando um bebé nasce, gasta cerca de 8 fraldas por dia, o que dá 240 fraldas num mês. Em 6 meses, dá 1440 fraldas.
Aos 6 meses já gastam menos fraldas. Se considerarmos 4 fraldas por dia, dá 720 fraldas dos 6 aos 12 meses. Do 1º ao 2º ano, se considerarmos 2 fraldas por dia, dá mais 720 fraldas. Em 2 anos: 2280 fraldas (normalmente acaba por se gastar ainda mais fraldas do que estas), 30 pacotes de fraldas descartáveis (com uma média de 75 fraldas cada).
Se cada pacote de fraldas custar €15, em 2 anos gasta-se €456.
É muito frequente as crianças usarem fraldas descartáveis até bem mais tarde...

Para além da questão económica, há sempre que ter em conta a questão ecológica e o facto de o rabinho do bebé não estar em contacto com todos os químicos utilizados nas fraldas descartáveis.

Em relação às creches: Já vai havendo bastante abertura da parte das creches e em princípio terá apenas que levar as fraldas lavadas e trazer ao fim do dia as fraldas para lavar, tal como acontece com a outra roupa, se o bebé a sujar.

Há alguns pais que preferem usar fraldas descartáveis nalgumas situações. Com o uso, os pais e o bebé vão vendo como se dão melhor.

Em relação às fraldas de pano (e ao pano porta-bebé), eu costumo dizer às pessoas que são investimentos a que se vai dar muito valor durante o seu longo tempo de utilização e têm a grande vantagem de poderem passar de um bebé para outro e aí, o investimento já está feito.

As fraldas tamanho 1 são utilizadas desde que nascem até que se deixe de usar fraldas, embora devam ser combinadas com as tamanho 2 a partir dos 5/6 meses - por exemplo, as tamanho 2 para a sesta e a noite.

No caso de querer experimentar, há sempre a hipótese do Trial Pack, que embora tenha apenas uma fralda de algodão e uma folha de revestimento e por isso não dê bem para ter ideia da "dinâmica" das fraldas de pano, dá para conhecer as fraldas e experimentá-las.

Se tiver alguma dúvida, basta perguntar... :)

Com os melhores cumprimentos,
Mama Natura"

Técnicas de Respiração? Qual Respiração?

Este artigo recebi-o via e-mail, newsletter da Barrigas & Bebés, faz tanto sentido...

“E a respiração? Não vamos aprender a respirar?” Esta é a questão à qual a maioria das mulheres pretende obter a resposta, sobretudo nos cursos e sessões de preparação para o nascimento, porque ainda há muitas mulheres que acreditam na necessidade de aprender a respirar para o trabalho de parto e parto (como se não o soubessem fazer naturalmente).

O Lamaze Institute, que divulgou amplamente esta técnica durante vários anos
(que conhecemos em Portugal por método psicoprofiláctico), vive actualmente uma época de pouca aceitação a nível internacional, exactamente pela imagem de uma preparação para o parto focalizada na respiração.

No entanto, no seu último guia The Official Lamaze Guide, fala-se mesmo de repensar a respiração e relaxamento. Neste guia, a mulher é convidada a encontrar a sua própria respiração consciente, e a procurar outras formas de se manter activa para lidar com as contracções: andar, dançar, massagens, bolas de parto, baloiçar, etc. Resumindo, respirar já não é o ensino ou a prática, do Lamaze Institute.

Todavia, em Portugal, o método Lamaze utilizado nas preparações para o parto continua a ser focalizado na respiração.

E, Infelizmente, nos Hospitais/Maternidades ainda ouvimos:
“Encha o peito de ar, feche a boca e agora faça FORÇA!”

Frase conhecida pela maioria das mulheres que já passou pela preparação para o parto pelo método psicoprofiláctico (ou por um parto vaginal ).

Este tipo de respiração tem tecnicamente o nome de Manobra de Valsalva.

O que dizem as evidências cientificas acerca da utilização desta manobra no parto?

· Recomendações da OMS:

“(...) O procedimento de fazer força na segunda fase do trabalho de parto
A prática de estimular o fazer força de forma prolongada e dirigida (manobra de Valsalva) durante a segunda fase do trabalho de parto é amplamente utilizada em muitas maternidade. A alternativa é apoiar o padrão espontâneo da mulher de fazer força. Vários estudos compararam estas duas práticas (Barnett e Humenick 1982, Knauth e Haloburdo 1986, Parnell e al 1993, Thomson 1993). A força involuntária resultou em três a cinco “forças” relativamente curtas (4-6 segundos) a cada contracção, comparando com forças continuas com 10-13 segundos de duração, acompanhadas por apneia forçada. O segundo método resulta numa segunda fase um pouco mais curta, mas pode causar alterações de frequência e de volume de fluxo cardíaco provocadas pela respiração. Se a mulher estiver deitada de costas, pode haver também compressão da aorta e redução do fluxo sanguíneo ao útero. Nos estudos publicados, o pH médio na artéria umbilical foi menor nos grupos com força prolongada, e havia uma tendência para depressão dos valores de Apgar. As evidências existentes são poucas, mas delas emerge um padrão onde o fazer força de forma prolongada e precoce resulta numa diminuição modesta da duração da segunda fase, mas isto não parece trazer nenhum benefício; parece haver comprometimento das trocas gasosas materno-fetal. A força espontânea curta parece ser melhor (Sleep et al 1989).
Em muitos países, é comum a prática de fazer pressão no fundo do útero durante o segundo estágio do trabalho de parto, com a intenção de acelerar o nascimento. Ás vezes isto é feito pouco antes do desprendimento, outras desde o início do período expulsivo. Além do aspecto do maior desconforto materno, suspeita-se que esta prática possa ser perigosa para o útero, períneo e feto, mas não existem dados de pesquisa sobre este assunto. A impressão é que, no mínimo é usado com muita frequência, sem que existam evidências da sua utilidade”.
(Care in normal birth: A practical guide. 1996, WHO)
· Estudo apresentado Em Janeiro de 2006 o Gray Journal (Jornal Americano de Obstetricia e Ginecologia)

“a diferença tem pouco impacto em todo o tempo do parto, cujos especialistas dizem que pode ir além das 14 horas em média, quando às mulheres foi dito para fazer força em cada contracção, deram à luz 13 minutos mais rápido que aquelas que não receberam qualquer tipo de instrução”. (Coaching women during childbirth has little impact, Dec 30, Reuters)

· A manobra de Valsalva foi ainda identificada como um dos factores de risco de trauma genital em partos vaginais espontâneos e normais, em mulheres primíparas assistidas por enfermeiras-parteiras, num estudo publicado no The Birth Journal em Junho de 2006. (Leah L. Albers CNM, DrPH, Kay D. Sedler CNM, MN, Edward J. Bedrick PhD, Dusty Teaf MA, Patricia Peralta (2006)
Factors Related to Genital Tract Trauma in Normal Spontaneous Vaginal Births Birth 33 (2), 94–100.)

Se experimentar encher o peito de ar, fechar a boca e fazer força, independentemente da posição em que estiver, consegue perceber que o efeito gerado é o contrário ao que o corpo necessita (o períneo é contraído em lugar de descontrair).

Então porque é que ainda se ensina a respirar para o parto, porque motivo as nossas maternidades ainda usam a manobra de Valsalva?

Ao escutar-se os sons e gemidos emitidos pelas mulheres livres durante a fase de expulsão do bebé, facilmente os confundimos com os sons de satisfação de uma relação sexual amorosa.
Quantas mulheres aceitariam ter aulas de preparação sexual em que lhe fosse ensinado como respirar e agir no momento de um orgasmo?

Nós, mulheres, temos de recuperar a confiança na nossa capacidade inata de parir, escutando os nossos instintos, em vez de esperar por ordens externas.
Aos profissionais compete actualizarem-se (e agirem) com base em evidências científicas, deixando o parto fluir naturalmente, no seu processo fisiológico.

O período expulsivo funciona fisiologicamente e não necessita de ser dirigido por técnicas respiratórias.


texto de Catarina Pardal
Professora de Pilates da Barrigas & Bebés e Doula

terça-feira, abril 08, 2008

Contagem decrescente

No site do Baby Boom estamos em 13º lugar:












No site do Baby Blog em 19º:

segunda-feira, abril 07, 2008

38 Semanas

Mais uma consulta rapidinha, tal como todas são... depois de 2 horas de seca na sala de espera. Não fui à aula de preparação para o parto porque ainda me chamavam e eu não ouvia, mas deu para ver quem ia saindo e eu continuava ali sentada.

Seja como for, está tudo bem com o potinho. Ainda está alto e o CTG nao mostrou contracções significativas. Normalmente sinto-as mais a partir do final da tarde, quando me deito elas "apertam" mas não o suficiente para me impedir de dormir.

Continua cheio de energia, teima em achar que a saída é logo abaixo das minhas costelas, mas com o tempo ele lá descobre o caminho correcto.

Uma sugestão de um site que gosto muito de ler:

"Giving birth is hard work but if you understand the process and go in to it well prepared, you don't have to be afraid. If you choose medication in the hospital, the most commonly accepted form of pain relief is narcotic (usually morphine derivatives) and epidural anesthesia (spinal puncture). Techniques for dealing with the discomfort of birth include hypnosis, relaxation, acupuncture, massage, herbs, homeopathic remedies, the loving attention of your partner or a birth support person called a doula."

Retirado do site 3DPregnancy

domingo, abril 06, 2008

Viva eu!


Melhor? Nao, nao podia ter tido melhor aniversário.

Com o meu potinho no forno, marido e restante familia do lado... que mais poderia eu querer?

Um agradecimento especial a todos os que, das mais variadas maneiras, me fizeram chegar mensagens cheias de mimo.

sábado, abril 05, 2008

Parabens Francisco

Sei que com todo este meu peso e dificuldade em fazer uma viagem grande sao mais do que desculpa suficiente para nao ter estado presente no teu Baptizado e festinha de Aniversário, mas acredita que durante todo o dia estiveste no meu coraçao... e estive também com uma dor de cotovelo tamanho monumental, sei muito bem como sao estes encontros de familia...

Baptizado Francisco

quarta-feira, abril 02, 2008

Mais uma patacuada

Isto realmente só em Portugal.

É da responsabilidade de cada um saber a que se é alérgico, é da responsabilidade das “marcas” fazerem constar nos seus produtos todos os materiais que os compõem, então porque motivo foi suspensa a venda da Depuralina?

Está bem explicito no rotulo dos vários frascos todos os componentes, tal como manda a lei!! Só mesmo em Portugal é que se suspende a venda de um produto porque 3 pessoas não fazem a mínima ideia do que se passa com o corpo delas, isto tendo em conta que estamos a falar de 3 adultos com idade mais do que suficiente para conhecerem o seu corpo e respectivo funcionamento. Uma vergonha!!!!

Não estou com isto a defender a toma da Depuralina ou os seus benefícios, pelo que me informei não vi na sua composição nada que fizesse mal à saúde de ninguém, contém compostos que podem ser encontrados em imensos outros produtos (mais conhecidos como suplementos alimentares), quer a sua origem seja química ou natural.
Não tem justificação é tamanha barracada, eu no lugar das pessoas “alérgicas” estava era caladinha e fazia de conta que não era nada comigo, ou ainda são acusadas de analfabetismo.

domingo, março 30, 2008

Parabéns Fiondita!





Muito obrigada por 3 anos de boa disposição, de companhia, brincadeiras, mimos e dedicação.

terça-feira, março 25, 2008

Quase de parabéns!!


Faz 3 anos no próximo dia 30. Uma cachorra linda, amigável, cheia de boa disposição e uma companhia insubstituível.

Quando fiquei grávida começaram a chover os comentários que a Fionda teria de passar para segundo plano, quem sabe até teria de me livrar dela para evitar doenças… assim, pérolas destas.
Como posso eu privar o meu filho da companhia de um amigo que já gosta dele mesmo antes de ele nascer?

A presença de um animal doméstico é benéfica e recomenda-se a uma criança, serve de estímulo e dá-lhe imunidade contra imensas alergias. Ainda há quem prefira comprar DVD’s para entreter o pimpolho, eu tenho a Fionda que de certeza será um entretenimento muito mais saudável.

A minha cachorra faz parte da família, uma família que está a crescer, onde todos têm o seu lugar, sempre!!