sexta-feira, agosto 08, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
Já mexe... às escuras
sábado, agosto 02, 2008
3 meses depois, o relato de parto
Quando cheguei às 41 semanas cheguei ao que a medicina moderna interpreta como limite, a partir daí o caminho é a indução, tem de se tirar com a maior urgência possível o bebé do ventre assassino da sua mãe.
30/04/2008
02:00
Quando acordasse teria de ir para o hospital, iniciar o percurso para o qual me tinha preparado durante 41 semanas e 3 dias, mas não era suposto inicia-lo desta maneira. Aguardava desde a 38ª semana que o TP se iniciasse espontaneamente, as contracções de Braxton Hicks que já me faziam companhia desde a 20ª semana estavam mais fortes, mas era mesmo só isso. Fiz tratamento homeopático e duas sessões de acupunctura na esperança que alguma coisa acontecesse, bebia chá de canela durante o dia todo… nada. Foi impossível dormir, a desilusão de mais uma vez o meu corpo, que durante 4 anos se tinha recusado a dar-me o tão desejado filho, continuava sem funcionar. Obviamente que a culpa só podia ser minha. Chorei até adormecer de cansaço. A troca de mensagens com a minha Doula era o meu único alento, acalmava-me enquanto os meus pensamentos não tomassem novamente o controlo.
08:30
Já devia ter dado entrada, em vez disso passeava nos jardins do hospital, as mensagens com a Doula Luísa e Barbara continuavam, apesar da vontade de dar meia volta e voltar para casa ser grande havia um outro lado que ainda creditava que tudo podia correr bem, corria “bem” com tantas mulheres, o que poderia acontecer de errado?
Não tenho certeza da hora a que dei entrada, vesti a camisa de noite que tinha comprado para o TP, bem larga para me facilitar o movimento. A minha médica estava de serviço e depois de observada, por ter colo posterior o toque era sempre bem doloroso porque era difícil chegar-lhe, colocaram-me o medicamento que iria iniciar o TP (prostaglandinas). Andei quilómetros no corredor do piso 5, de headphones da cabeça a ouvir musica curativa para Reiki, as pessoas olharam para mim de forma estranha durante algum tempo, mas depois habituaram-se a ver-me passear por ali.
11:00
As contracções vieram, inicialmente descontroladas, mas não demorou muito a estabilizarem, vinham de 3 em 3 minutos. Eram dolorosas mas perfeitamente suportáveis, mas o bebé não estava a conseguir recuperar entre contracções, eram umas 6 da tarde quando a médica resolve retirar o medicamento, se o TP parasse teria de se usar oxitocina. Não parou e o jantar também não se segurou no meu estômago durante muito tempo. Quando me chamam à sala de observação já sabia o que me esperava, mais um toque… a sorte que eu tinha, mais uma de dedos curtos. Depois de muito escarafunchar e eu de me escapar pela cama a cima perguntei se já tinha conseguido saber se tinha dilatado alguma coisa, a resposta foi muito simpática “Não, continua sem dilatação, estou só a fazer-lhe um favor, senão só nasce amanha”… “Não se preocupe que eu não tenho pressa, não tenho ninguém à espera.”, de ar carrancudo lá tirou a mão e deixou-me voltar aos meus passeios. Sem dilatação e bebé alto.
01/05/2008
Já passava da meia-noite quando chega a Enf.ª E., uma mulher que veio de propósito conhecer-me… em abençoada hora. Depois de alguns minutos de conversa deixou-me fazer o CTG sentada (que foi sempre intermitente de 2 em 2 horas, durante 20 minutos). Sempre que se cruzava comigo no corredor e me via com uma contracção massajava-me o quadril o que era de algum alívio.
03:00
A Enf.ª E. sugere que, apesar de não ter dilatação, que fosse para o piso 4 para o quarto onde faria o TP e parto, que fosse tomar um banho e que tivesse tudo pronto para descer dentro de meia hora. Quando uma auxiliar entra pela enfermaria dentro com uma cadeira de rodas lembrei-me de algumas histórias engraçadas e ri-me sozinha, uma mulher levantou-se e sentou-se na cadeira, a Enf.ª E. que chegou entretanto chamou-me a mim também para descermos, a auxiliar vira-se para ir buscar outra cadeira de rodas, a Enf.ª vira-se e diz “Não é preciso, esta senhora vai a pé”, e fui… ainda paramos umas duas vezes pelo caminho mas fez-se bem.
Cheguei ao quarto, instalei-me, mala no armário e água a correr na banheira. Liguei à minha Doula a avisar que já tinha descido, as contracções continuavam mas sem ritmo, mesmo assim prontificou-se a vir imediatamente. A Doula ligou ao meu marido que também veio.
Ficamos os 3 no quarto, entre os curtos passeios possíveis dentro do quarto, banho de imersão e por vezes acocorada junto à cama assim passei a noite. As massagens da Doula eram agradáveis, mas só entre contracções, quando vinha uma só tolerava mesmo que me dessem a mão, não suportava mais nenhum tipo de contacto. Mas a companhia deles era fabulosa, saber que aquelas duas pessoas estava ali por mim, que me acarinhavam e mimavam, nada nunca vai servir de agradecimento por tudo o que me fizeram.
08:00
Muda o turno, novas regras. Só pode ficar uma pessoa comigo. Depois de conversarmos os três ficou a Doula. A minha médica vem despedir-se e desejar-me felicidades, o mesmo faz a Enf.ª E.. A médica que entra de serviço é muito antipática faz-me o toque (&%%#”%, sim são muitas asneiras) e tudo continua na mesma, a enfermeira que entrou de serviço ainda fica um pouco a conversar a explicar alguns procedimentos. O meu TP parou. Em duas horas devo ter tido 2 ou 3 contracções. Tenho de tomar uma decisão de depressa, ou deixo que o hospital use outros processos de indução ou vou embora para casa. A enfermeira sugere que eu volte à banheira, se o TP tiver mesmo parado passo a ter a certeza. Não parou mas as contracções que voltaram eram diferentes, longas e com mais de um pico de dor, comecei a pensar que afinal não era tão fácil como parecia.
12:00
A Doula troca com o meu marido. Apesar dos abraços, mimos e da conversa possível entre contracções ele estava em pânico, as contracções chegavam a durar 4 minutos, a dor era insuportável. Eu sabia que perto do expulsivo as contracções duram cerca de 1 minutos com muito pouco de tempo entre elas… eu não estava a ter nada parecido do que já tinha lido sobre TP. Fiquei horas debruçada sobre a cama de braços estendidos de mãos dadas com ele. Doía fosse em que posição fosse, parecia que o meu corpo se ia separar em vários pedaços, as lágrimas começavam a vir-me aos olhos ainda a contracção só tinha começado… já sabia o quanto ia demorar e o quanto ia doer.
16:00
A médica volta, novo toque, tudo na mesma à excepção do bebé que já tinha descido, sugere que se inicie outra abordagem, desta forma não estava a ir a lado nenhum. Rendi-me às práticas hospitalares, já não aguentava mais. Anulei o meu Plano de Parto. Chorei por saber o que iria acontecer a seguir, cada acção teria uma reacção. Durante todo o dia tinha ouvido vários bebés nascerem, ouvia-se bem aquele choro pequenino, agarrava-me à ideia que brevemente seria o choro do meu filho que iria ouvir… mas estava a demorar tanto. A alegria de sentir o meu filho mover-se dentro de mim estava perto do fim, infelizmente não era porque ele ia nascer…
18:00
Depois de terem transformado o quarto num bloco operatório, ou parecido com isso, tudo começou. Assinei o consentimento informado durante uma contracção, não queriam esperar, acho que não escrevi nada legível… Esperaram depois, todos a postos como se de uma corrida se tratasse, mas não me deram epidural sem esperar que a última contracção viesse. Ainda ouvi “Toda a gente aguenta a contracção enquanto lhe damos a epidural, só a menina é que acha que não”, pois não, por isso só a dão quando eu disser. Epidural, oxitocina, soro glicosado, CTG contínuo e leitor de pressão arterial. Sentia-me tão impotente… sugeri ao meu marido que aproveitasse para dormir, precisava dele descansado para enfrentar mais uma noite. O soro glicosado estava a repor-me as forças, já não comia nada à mais de 24 horas, tudo o que tinha tentado comer acabava por vomitar, dormir era impossível, a minha cabeça pensava 500 coisas ao mesmo tempo, uma confusão de expectativas e desilusões. Estava ali deitada a olhar para o teto, inútil, incapaz… na altura da minha vida em que devia estar mais participativa, já que era o meu corpo e a vida do meu filho que estava em causa, eu era uma vergonha de mulher.
20:00
Novo toque, 4 dedos francos. Rebentam-me as águas para ver se ajudava, limpas. Lentamente estava alguma coisa a acontecer, até podia ser da maneira errada, mas a coisa mexeu-se. Continuei ali, imóvel.
02/05/2008
00:00
Novo toque, estava na mesma. Via-se alguma braquicardia no CTG, o bebé estava com dificuldades em recuperar das contracções descontroladas que a oxitocina provocara. O pesadelo começa, a frase da noite da médica: “Se continuar assim tenho de lhe fazer cesariana, não é seguro nem para si nem para o bebé”… como se eu pudesse voltar atrás, se pudesse não estava ali de certeza, nem no hospital tinha entrado, começava a aperceber-me da enorme burrada que tinha feito ao aceitar a indução.
Numa das rondas das enfermeiras notam que estou com febre, quase 40ºC. Penicilina.
02:00
A febre baixa, dilatação na mesma e o pobre coração do meu filho já chegava aos 185bpm durante as contracções, que eu nem sentia. A médica já não sugere nada, diz que tenho de fazer cesariana. Dão-me alguns minutos para falar com o meu marido, as lágrimas já me corriam cara abaixo ainda não tinham saído do quarto. Doía-me o peito de tanta desilusão, durante 4 anos o meu corpo tinha-me negado a alegria de conceber um filho, agora negava-me poder pari-lo, simplesmente nada em mim funcionava como devia ser. O meu marido tentava acalmar-me, abraçou-me e assim ficamos até que eles voltaram, mais um termo de responsabilidade assinado. Peço que entreguem o bebé ao pai após o nascimento e enquanto eu estiver no bloco, faço questão de saber que toda a gente ouviu o meu pedido e que o entenderam. Peço ao meu marido que não saia do lado do filho por um segundo que seja, que fale com ele, que lhe cante, que lhe diga o quanto a mãe gosta dele e que logo vão estar juntos.
Devido ao local onde o bloco operatório está o pai tem de escolher, ou fica para a operação ou espera noutro local pelo bebé, as duas coisas não são possíveis. A escolha era óbvia, ficaria à espera do bebé. Apesar da música ambiente o bloco operatório não tinha nada de confortável, a marquesa parecia-me estreita demais para mim, tremia imenso, ataram-me… Preferia que não me tivesse visto assim, mas o meu marido ainda veio despedir-se de mim, deu-me um beijo na testa e saiu…
Digo que estou mal disposta e que vou vomitar, aparentemente ninguém me liga, faço o aviso mais duas vezes, virei a cabeça de lado e acabei por vomitar para o chão. Pelos vistos tive também uma quebra de tensão, oxigénio e uma série de gente a reclamar e a esbracejar à minha volta.
Ao som de “Let it be” dos Beatles nasce o Pedro às 02:56, com 3.650Kg e 50cm.
Não o ouvi chorar, perguntei se estava tudo bem com ele, respondem-me que já o tinham levado para ser limpo e entregue ao pai de seguida, tal como tinha pedido. Perguntei por várias vezes se estava tudo bem com ele, as respostas eram evasivas. Depois de muito insistir lá me disseram que já o tinham entregue ao pai que estava tudo bem. Soube depois que tinha nascido coberto de mecónio, o medo de que ele o inspirasse era tanto que nem estimularam o inicio da respiração ali. Comecei com outro tipo de reclamação (nem sei como já não estavam fartos de me ouvir), não estava certo eu carregar um filho tanto tempo dentro de mim e o pai vê-o primeiro.
Não sei que horas eram quando, depois de muita insistência minha, lá mo deixaram ver por alguns segundos. Pensava que quando o visse o ia reconhecer de imediato, que a paixão me ia inebriar… era um bebé lindo, de olhos grandes e negros fixos em mim, mas um estranho. Encostaram-mo à cara, escorreguei o meu nariz até ao pescoço dele e cheirei-o profundamente, era meu sim. Beijei-o e levaram-no de novo.
Depois de me cozerem e limparem vou para o recobro. Chega o meu marido com um embrulhinho no colo, o mesmo cheiro adorável, não quis mamar. A enfermeira avisa que era de esperar, por eu ter levado soro glicosado ele tinha acusado nas analises açúcar no sangue, e que por isso, não devia ter fome nenhuma, talvez dali a umas horas. Assim foi, já de manha mostrou o que é ter realmente fome.
As peripécias do pós-operatório são outra história, é “outro parto” a parir mais tarde.
Não tenho como agradecer a todas as pessoas que me apoiaram, a dedicação incondicional que me tiveram… vão estar sempre no meu coração.
Mas, tenho de deixar, um miminho especial à minha Doula Barbara, foste mãe, amiga, irmã, foste tudo aquilo que esperava que fosses e muito mais, por mim abandonaste a tua família de madrugada e estiveste do meu lado no momento mais importante da minha vida, obrigada por tudo minha linda.
Daqui a 2 ou 3 anos espero repetir a façanha, em que o meio que leva ao fim será bem diferente, sem dúvida domiciliar… ou com o céu com testemunha, num hospital eu só entro amarrada!
Recolha de Óleos Alimentares Usados
A AMI promove a reciclagem dos óleos alimentares usados:O óleo alimentar que não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Por isso é importante que pense bem antes de o deitar fora. Até hoje, o principal destino dos óleos usados em Portugal tem sido o despejo na rede de esgotos e este é um dos maiores erros que pode cometer.
Porquê?
Porque, quando lançados nas redes de drenagem de águas residuais, os óleos poluem e obstruem os filtros existentes nas ETAR’s, tornando-se assim um grande obstáculo ao seu bom funcionamento.
Simples gestos fazem a diferença
Ao aderir ao projecto de Recolha de Óleos Alimentares Usados não só evita a poluição da água como está a transformar o óleo em Biodiesel, uma fonte renovável de energia que diminui as emissões de CO2. Além disso, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social em Portugal.
Os restaurantes ou entidades que pretendam participar deverão utilizar o número de telefone 800 299 300 (chamada gratuita).
Onde pode entregar o óleo usado?
sexta-feira, agosto 01, 2008
Dia Mundial do Aleitamento Materno
Completamos hoje 2 meses, 4 semanas e 2 dias de amamentação. Infelizmente em Portugal a amamentação é abandonada cedo, quer pelo retomar do trabalho quer pela falta de informação.Temos de proteger os nossos filhos a todo o custo, a saude deles é o mais importante, isso só se consegue com amamentação exclusiva até aos 6 meses e como complemento a uma alimentação saudável pelo menos até aos 2 anos, estas são as recomendações da OMS e UNICEF.
terça-feira, julho 29, 2008
Parabéns a eles
Eles dizem que comemoram não 35 anos, mas sim, os meus 34 anos, os 31 da minha irmã do meio e os 30 da caçula, que estes é que valem a pena comemorar.
A cumplicidade que os une é rara, tomara eu algum dia conseguir algo parecido.
A eles, muitos parabéns!!!
À um ano atrás
Um obrigada enorme (nunca vai ser grande o suficiente) para todas as mulheres que ficaram do meu lado e me ajudaram a acreditar que era capaz de gerar vida depois de tantas provas em contrário.
Para se conseguir tudo na vida… afinal, bastava ser mulher.
quinta-feira, julho 24, 2008
Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008
Retirado do Portal da Saúde:
Entre 1 e 7 de Agosto comemora-se, em mais de 120 países, a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008.
Entre 1 e 7 de Agosto comemora-se, em mais de 120 países, a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008. Trata-se de um evento - festejado desde 1992 por iniciativa da World Alliance for Breastfeeding Action - com o objectivo de difundir o aleitamento materno como veículo de saúde e bem-estar.
Objectivos:
- Reforçar a consciência da necessidade e da importância de apoiar a mulher no acto de amamentar;
- Disseminar informação actualizada sobre como apoiar a mulher na amamentação;
- Incentivar a criação de condições de excelência para apoiar a mulher.
- Escuta com empatia;
- Informação básica, correcta e oportuna;
- Ajuda prática de pessoas capacitadas e familiares;
- Incentivo.
Em Portugal, a Semana de Aleitamento Matermo comemorar-se-á de 6 a 12 de Outubro e será organizada pela Direcção-Geral da Saúde. A escolha desta data permitirá fazer o planeamento das acções a desenvolver.
Retirado do World Breastfeeding Week:
Dia Internacional da Amamentação:1 de Agosto de 2008
Tema:
APOIO ÀS MÃES: Conquistar a medalha de ouro.
Para saber mais informações, visite os links:
- Portal da Saúde (Ministério da Saúde)
- WABA (Promotor Semana Amamentação)
quinta-feira, julho 17, 2008
Pedro Tochas no teatro Villaret em Lisboa

Apresenta
“O Palhaço Escultor”
LISBOA
Teatro Villaret
17 a 19 de Julho de 2008 às 22h00
20 de Julho de 2008 às 18h00
Não percas a oportunidade de ver o ÚNICO espectáculo português de comédia premiado no estrangeiro:
- Winner of the Adelaide International Buskers Festival 2006 (Austrália)
- Winner of "Best Hair" award
The 19th Halifax International Busker Festival (Canadá)
- Winner of "Streets of fools" award "The Biggest Fool 2003" (Norway)
Pela primeira vez num Teatro em Lisboa, podes ver o que dezenas de milhar de pessoas já aplaudiram em 17 países.
"this interdisciplinary work is the one-man equivalent of “Wallace and Grommit"";
"a visual treat for all the family that will never cease to entertain and amaze".
Comentários no World Buskers Festival.
Traduzindo para português:
O espectáculo é bom!!!!!!!
Dá uma vista de olhos no vídeo promocional:
http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=38521477
Ou no site do Pedro Tochas:
http://www.pedrotochas.com/
Bilheteira do Teatro Villaret
Tel. 21 353 85 86
Também podes comprar na bilheteira do TEATRO NACIONAL D. MARIA II
BILHETEIRA
Tel. 21 325 08 35
Fax 21 325 09 38
reservas@teatro-dmaria.pt
e ainda na Ticketline e na FNAC (número limitado de bilhetes)
Compra rápido, porque estas datas são a única oportunidade de ver este espectáculo em Lisboa em 2008.
Aparece e recomenda aos teus amigos.
quarta-feira, julho 16, 2008
Consulta dos 2 meses
Mantém o percentil 50 (lá levou o rotulo), apesar dos 2 meses e 13 dias já tem os mínimos dos 3 meses no que toca a desenvolvimento psico-motor (se não tivesse por mim estava bem na mesma, cada um com o seu ritmo de crescimento e desenvolvimento), continua bem e recomenda-se… Palra, ri, é muito activo, baba-se imenso (mais que o pai quando dorme), segue toda a gente com os olhos, brinca com a tia como se estivesse a esconder-se dela sempre que ela se chega a ele, estica os bracinhos a pedir colo (com os punhos cerrados não sei bem porquê) e vive agarrado a um boneco (que veio com um gorro e umas meias que só lhe vão servir no inverno de daqui a 2 anos) que agarra por uma perna e mete a outra na boca.Como estou a pensar em começar a tirar leite a partir do próximo mês, perguntei ao enfermeiro, que fez a primeira parte da consulta do Pedro, se tinham Cantinho de Amamentação, infelizmente não têm por não haver espaço físico que o permita, mas têm o pessoal (in)formado. Como ainda não me decidi por bomba manual ou eléctrica vou aprender para já a tirar manualmente, fiquei de passar pelo Centro de Saúde amanha para aprender. O engraçado foi quando a médica se juntou a nós, ignorou por completo a técnica da tiragem manual, mas encheu-se de gabar a bomba eléctrica, ainda acrescentou, que a manual deve ter sido inventada por um homem de tão dolorosa que é. Depois da médica “principal” passei à estagiária para que fosse ela a observar o Pedro, como quem não quer a coisa (sou mesmo lixada), perguntei que método de extracção de leite ela recomendava… exactamente o contrario da outra médica, adorou a manual e considera a eléctrica pouco respeitadora do corpo, que não massaja o peito, blá blá… esta gente podia pelo menos ter a mesma opinião sobre um assunto? E que tal irem fazer formação sobre Aleitamento Materno?
quarta-feira, julho 02, 2008
2 Meses
O tempo voa quando o Pedro ri, perco-me naqueles olhos enormes, os bracinhos estendidos a pedir colo fazem-me esquecer que são 5 da manha…
Obrigado por 2 meses de tanta felicidade, adoro-te meu filho!
sexta-feira, junho 27, 2008
TV a nova Babysitter
“São cada vez mais as crianças que têm televisão no quarto. Convivem desde muito cedo com o ecrã ligado. Os pais enumeram vantagens, os especialistas não gostam nada da ideia e repetem alertas. É sobretudo quando os mais novos são deixados sozinhos que a televisão tem tudo para se tornar "perigosa".” Jornal PublicoQuando os pais são os primeiros a “livrarem-se” dos filhos empurrando-os para a frente da TV e assim terem algum tempo para eles (porque raio querem os filhos afinal), com que cara se reclama com uma educadora de infância por terem TV e consolas de jogos nas creches, infantários e ATL’s? Mas afinal elas são pagas para quê?
Tortura no puerpério
Pois era bom, era. Nos hospitais não é bem assim, por lá pratica-se um tipo de tortura que deixa Guantanamo corado de vergonha.
Após o parto tem direito às únicas 2 horas de paz e sossego, mãe, pai e filho podem durante duas horas ser uma família serena, iniciar a amamentação e chorar de alegria, depois disso a pobre mãe vai ser transportada para a câmara de tortura onde vai permanecer durante 2 (via vaginal) ou 3 (cesariana) dias.
Ser acordada pelo choro do nosso próprio filho é uma aprendizagem, apesar de conhecermos aquele pequeno ser de dentro da nossa barriga os sons que ele produz são para a mãe uma novidade, por isso não acorda só com o choro do seu filho…
- numa enfermaria podem estar até 6 recém-mães, logo são 6 hipóteses de se ser acordada com um choro, mas só uma hipótese de ser o choro do bebé certo;
- a probabilidade de 3, dessas 6 mães, ressonarem é grande;
- as luzes nunca se apagam;
- a medicação é dada de 8 em 8 horas… se estiver a dormir a enfermeira acorda;
- a tensão arterial é medida de 12 em 12 horas, sim, também acordam;
- temperatura medida de 12 em 12 horas, não é feita em simultaneo nem pela mesma pessoa que mede a tensão arterial, logo mais uma sacudidela;
- os baldes do lixo são despejados 4 a 6 vezes por dia, não pensem que só por ser 5 da amanha que é feito em silêncio;
- as visitas não vão ao hospital para velarem pelo sono da mãe;
… acaba-se de ter um filho, tudo é novo e uma mulher sente-se frágil, tudo o que antes parecia tão fácil é dificultado pelas pessoas que mais deviam cuidar do estado da mãe, para que ela se sinta forte e confiante. Isto sem contar que ao fim de 24 horas a amamentar os mamilos dão os primeiros sinais de desconforto, quando a pega é má podem gretar provocando dor, mais uma para a lista de coisas boas a “dar” a uma recém-mãe.
Eu estive internada no hospital de S. João durante 6 dias, 4 deles depois do Pedro nascer… eu sou uma sobrevivente, até hoje não sei bem como consegui…
quarta-feira, junho 25, 2008
Babyoga

Estão abertas as inscrições para as Aulas Experimentais de Babyoga no Porto - Rio Tinto
Local:Porto - Rio Tinto
Rua da Ferraria, 610, 3º frente
Duração: a partir de Julho
Horário: Sábados e Domingos a partir das 10:00h
Nível: nível 1 -bebés das 6 semanas aos 8/9 meses
nível 2 - bebés dos 8/9 meses aos 2 anos
Professora: Sónia Cruz
Mínimo de 4 bebés e máximo 8 bebés por aula.
Para mais informações contactar Sónia Cruz
Workshop de Babyoga no Porto
Estão abertas as inscrições para o Workshop de Babyoga no Porto
Local: O Quintal
Rua do Rosário, 177, Porto
(Perto da Maternidade Júlio Dinis)
Duração: dia 5 de Julho
Horário: nível 1 ás 11.30h e nível 2 às 10:00h
Nível: nível 1 - das 6 semanas aos 8/9 meses
nível 2 - dos 8/9 meses aos 2 anos
Professora: Sónia Cruz
As inscrições (contribuição de 5€) revertem a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro.
Este workshop está sujeito a um mínimo de 4 bebés e um máximo 8 bebés por aula.
A prática realiza-se de 1 para 1 (1 adulto por bebé)
A confirmação será enviada por email ou sms, com um mínimo de 24h de antecedência do evento.
Para mais informações e inscrição contactar Sónia Cruz
quinta-feira, junho 19, 2008
Consulta de Revisão
“Hááá! Está magrinha e tudo. O Pedro um reguila. Se calhar nem se lembra que lhe fui dizer adeus na véspera dele nascer…”
Pois, estou magra por porque o reguila me chupa toda e lembro-me muito bem de si a ir de férias às 10 da manha. Ou não marcasse ela uma indução antes das 42 semanas porque na semana seguinte não ia estar de serviço.
Problemas que teimam em não se resolver:
1 – Não tenho vontade de fazer xixi, à partida com o tempo passa… e eu até lá esqueço-me de fazer;
2 – A nádega dorida deve ser de um nervo ferido… será que passa? Já quase dei uma galheta na minha irmã porque cismou em dar-me uma palmada ali mesmo, onde me dói. É como se tivesse apanhado uma valente pancada, mas não está pisado, dói só como se estivesse. Parvoices.
3 – As hemorróides, depois de um laxante que me deixou sem ir ao WC durante 3 dias (antes a custo mas lá ia indo todos os dias), continuam por cá. Beber água (que se me vai toda no leite que dou ao Pedro), fruta (já não posso ver cerejas à frente, dão uns gazes terríveis, acho que ainda me vão dar uma ordem de despejo), verduras (deixei as leguminosas, davam gases ao Pedro) e caminhar (lá vou indo ao pão com o Pedro no pano, ele não é uma companhia muito conversadora, fica chato…).
A médica mostrou-se disponível para me acompanhar numa próxima gravidez, obvio que não lhe disse mas “Não, obrigada.”. Na próxima quem me falar em hospital leva tamanha tareia que vai ganhar uma estadia prolongada, pode ser que assim fique a saber o que a casa gasta.
terça-feira, junho 17, 2008
Ainda a chupeta

Argumentos a favor do uso da chupeta:
- Reduz o risco de síndrome de morte súbita do lactente (SMSL). Vários estudos relacionaram o uso de chupeta para dormir com uma diminuição do risco de SMSL. Este factor preventivo será multifactorial e não está presente no caso da sucção dos dedos.
- Facilita a alternância ventilatória oral, no caso de oclusão nasal.
- Promove o decúbito dorsal, forçando assim uma posição preventiva da SMSL.
- A sucção estimula a tensão muscular a nível das vias aéreas superiores e a língua adopta uma posição anterógrada, permitindo a patência das vias aéreas.
- Está associada a uma ligeira hipercapnia (aumento do CO2), que constitui um factor estimulante da função ventilatória.
- Acalma. A chupeta acalma o bebé nas situações em que os pais não podem responder imediatamente, propiciando menos gasto energético.
- Dá ritmo, coordenação, força muscular e evita o sugar do dedo, que se pode tornar um hábito (no início como pacificador de uma necessidade sensoriomotora).
- Induz o sono. O movimento de sucção ajuda o bebé a adormecer mais rapidamente.
- Quando os bebés não têm chupeta, "chucham no dedo". O hábito de sugar o dedo pode ser prejudicial para o desenvolvimento dos seus maxilares, promovendo o padrão anteriorizado da língua entre as gengivas ou dentes, causando deformação na arcada dentária e alteração da produção de sons.
- O uso da chupeta pode ser controlado pelos pais, que podem decidir quando é que a criança deve deixar de a utilizar, o que não acontece com o dedo.
Argumentos contra o uso da chupeta:
- Interfere com a amamentação. Reduz a intensidade de estimulação do mamilo, o que leva a uma diminuição da produção de leite. Por outro lado, a chupeta pode desmotivar o bebé, visto a sucção não lhe permitir obter calorias. Se a mãe quer amamentar, é melhor esperar e oferecer a chupeta apenas quando a amamentação estiver bem estabelecida.
- Favorece o aparecimento de otites. Estudos recentes demonstraram que as otites do ouvido médio são mais frequentes nos bebés que usam chupeta continuamente.
- Veículo de bactérias e partículas.
- Pode atrasar o desenvolvimento da linguagem. Um bebé que está sempre com a chupeta vocaliza e palra menos e a partir dos 12 meses de idade poderá ter mais dificuldade na aquisição da linguagem.
- Provoca dependência. São conhecidos os dramas vividos pelos pais e crianças na altura de deixar a chupeta.
- Pode provocar deformação dentária. O risco aumenta se o hábito se prolongar para além dos 2 anos.
Se os pais optarem por usar a chupeta, devem utilizá-la racionalmente:
- O mínimo possível, sendo indicada em momentos de stress ou para adormecer e não sempre que este chora.
- Apenas até o bebé se acalmar ou adormecer. Quando normalmente ele a larga não deve ser recolocada.
- O uso da chupeta deverá ser interrompido desde que a criança se mostre desinteressada, o mais cedo possível. A partir dos 2 anos deverá já ter deixado a chupeta.
- Podem variar em forma, tamanho e material. Não é necessário e é até mesmo desaconselhado mudar a forma da chupeta a que o bebé está habituado, só com o intuito de seguir as "modas". Não se deve usar argolas, para que não se pendurem correntes, de modo a evitar o risco de estrangulamento. O tamanho deve acompanhar a idade da criança.
A chupeta deverá então ser usada com todos os cuidados, para que não vire um hábito, nem que seja desnecessariamente empregue.
Retirado de Educare.Pt
Doulisses
Eu fiz a minha formação de Doula à 3 anos, mudou a minha vida de tal forma que nem a consigo imaginar sem toda essa informação, a força que nasceu em mim, o poder que tenho como mulher e que estava abafado revelou-se.
Aproveito para deixar um beijo enorme cheio de mimo, carinho e coisas doces à Barbara, a minha Doula. Esteve do meu lado no momento em que estive mais frágil, em que me sentia mais carente, esteve lá como irmã, amiga e mãe. Ter direito à presença de uma Doula durante o trabalho de parto fez toda a diferença para mim, fez-me sentir protegida e cuidada por alguém que me conhecia e em quem confio plenamente. Não quero de forma alguma minimizar a presença do pai no nascimento de um filho, mas sublinho que, pelo menos, durante o trabalho de parto é bem melhor ter do lado alguém com preparação e conhecimentos para dar uma “mãozinha” a lidar com alguns momentos menos confortáveis.
Eu guardava a presença do pai para o momento do nascimento, e não me enganei, foi a ele que o Pedro viu primeiro.
Doulas de Portugal – webpage ou blog
sexta-feira, junho 13, 2008
Mimos
Regras:
1. Escolha 5 blogs amigos
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3. Avise aos amigos indicados para vir ver
4. Pegue a "Plakinha da Amizade"e coloque no seu post
terça-feira, junho 03, 2008
Consulta
Está bom e recomenda-se.
Para comemorar partilho estas imagens e convido a passarem no blog de onde as tirei - http://www.amamentacaoexclusiva.blogspot.com/:




E um pequeno filme sobre a organização do evento que levou à criação destas imagens:
